sábado, 23 de outubro de 2010

Ele foi embora...

Certa vez ouvi do Dr. Shedd que no Brasil nós temos aproximadamente trinta milhões de desviados. Junta-se a isso o fato de que o número de pessoas que “borboleteiam” de igreja em igreja é de impressionar. Para confirmar isto, basta olhar para boa parte de nossas comunidades que perceberemos que muitos dos nossos irmãos migraram de igreja no mínimo três vezes nos últimos três anos.

Um estudo recente realizado pela LifeWay Research com 469 pessoas apontou as causas pelas quais elas deixam, de ir à igreja. De forma geral, 59% das pessoas que saíram da igreja disseram que a causa foram às mudanças na situação de vida. De acordo com o estudo, 19% dessas pessoas simplesmente tornaram-se ocupadas demais para freqüentar a igreja. Outros 17% apontaram as responsabilidades para com a família como sendo a razão principal. Ainda foram mencionadas a situação no trabalho, divórcio e mudança como influenciadores nesse distanciamento.
Outra razão comum para deixarem de ir à igreja segundo a pesquisa é a decepção com o pastor/igreja. Dos entrevistados, 37% citaram esse item. Segundo a LifeWay, 17% das pessoas disseram que os membros da igreja eram "hipócritas" e "julgadoras dos outros" e 12% apontaram que a igreja era conduzida por uma "panela que desencorajava o envolvimento". Ainda, 80% dos que deixaram a Igreja não têm uma crença firme em Deus, o porquê de eles priorizarem o trabalho e a família em relação à igreja. Entre as dez principais razões para as pessoas saírem da Igreja, somente duas eram espirituais. Parte dos entrevistados, 14%, disseram que a igreja não estava contribuindo para o seu desenvolvimento espiritual, enquanto outros 14% disseram que pararam de acreditar em uma religião organizada.
Isto posto, gostaria de levantar outra questão: Será que o fato de tantos se “desviarem” em nosso país não se deve em parte a pregação de um evangelho humanista e hedonista onde o objeto final é a satisfação humana? Ora, neste Brasil de meu Deus encontramos uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Para estes o que importa é a satisfação pessoal do clientes.
Infelizmente os assuntos abordados nos cultos são humanistas e a inspiração para a homília vem exclusivamente da psicanálise. Além disso, segundo a vontade do freguês a música cantada deve ter as mais variadas manifestações, do mantra ao funk, o que importa é atrair o cliente. A palavra do pastor tem que ser para cima. Falar em pecado é contra produtivo, não leva a lugar algum, é melhor falar de vitórias, de bênçãos e prosperidade. Quanto ao culto tem que ser descontraído e animado, com muitas luzes e atrações. Teatro, dança, muito louvor e uma pequenina palavra de poucos minutos devem constituir a liturgia, até porque, o freguês tem que se sentir bem, porque caso contrário ele não volta e aí é prejuízo na certa.
Pois é cara pálida tempos dificeis estes o nosso.
Pense nisso!

Renato Vargens

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