Um estudo recente realizado pela LifeWay Research com 469 pessoas apontou as causas pelas quais elas deixam, de ir à igreja. De forma geral, 59% das pessoas que saíram da igreja disseram que a causa foram às mudanças na situação de vida. De acordo com o estudo, 19% dessas pessoas simplesmente tornaram-se ocupadas demais para freqüentar a igreja. Outros 17% apontaram as responsabilidades para com a família como sendo a razão principal. Ainda foram mencionadas a situação no trabalho, divórcio e mudança como influenciadores nesse distanciamento.
Outra razão comum para deixarem de ir à igreja segundo a pesquisa é a decepção com o pastor/igreja. Dos entrevistados, 37% citaram esse item. Segundo a LifeWay, 17% das pessoas disseram que os membros da igreja eram "hipócritas" e "julgadoras dos outros" e 12% apontaram que a igreja era conduzida por uma "panela que desencorajava o envolvimento". Ainda, 80% dos que deixaram a Igreja não têm uma crença firme em Deus, o porquê de eles priorizarem o trabalho e a família em relação à igreja. Entre as dez principais razões para as pessoas saírem da Igreja, somente duas eram espirituais. Parte dos entrevistados, 14%, disseram que a igreja não estava contribuindo para o seu desenvolvimento espiritual, enquanto outros 14% disseram que pararam de acreditar em uma religião organizada.
Isto posto, gostaria de levantar outra questão: Será que o fato de tantos se “desviarem” em nosso país não se deve em parte a pregação de um evangelho humanista e hedonista onde o objeto final é a satisfação humana? Ora, neste Brasil de meu Deus encontramos uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Para estes o que importa é a satisfação pessoal do clientes.
Infelizmente os assuntos abordados nos cultos são humanistas e a inspiração para a homília vem exclusivamente da psicanálise. Além disso, segundo a vontade do freguês a música cantada deve ter as mais variadas manifestações, do mantra ao funk, o que importa é atrair o cliente. A palavra do pastor tem que ser para cima. Falar em pecado é contra produtivo, não leva a lugar algum, é melhor falar de vitórias, de bênçãos e prosperidade. Quanto ao culto tem que ser descontraído e animado, com muitas luzes e atrações. Teatro, dança, muito louvor e uma pequenina palavra de poucos minutos devem constituir a liturgia, até porque, o freguês tem que se sentir bem, porque caso contrário ele não volta e aí é prejuízo na certa.
Pois é cara pálida tempos dificeis estes o nosso.
Pense nisso!
Renato Vargens

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