terça-feira, 26 de outubro de 2010

PERGUNTAS FEITAS PARA O DIABO


QUEM O CRIOU?

Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28:15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1Coríntios 3:3; 2Pedro 2:1; 2Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

MEDITE NESSA MENSAGEM. VEJAM QUE FOI ELABORADA COM BASE NOS VERSÍCULOS BÍBLICOS, POR ISSO É UMA ILUSTRAÇÃO DA MAIS PURA VERDADE.

"Como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações." [Hebreus 3:7,8]

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar a Sua vida em favor dos Seus amigos." [João 15:13]

Quando Chico não é Francisco...

Nas mais variadas denominações evangélicas é comum a valorização de determinados indivíduos em detrimentos a outros. Políticos, empresários, além de socialites são tratados de forma distinta e especial quando adentram em nossos templos. Em contrapartida, pobres, desclassificados sociais, além de indivíduos marginalizados pela sociedade são tratados com desdém.
 A Bíblia nos ensina que o ser humano é merecedor por parte da igreja de respeito e dignidade, independendo da posição social, cor da pele ou conta bancária. Entretanto, infelizmente não tem sido assim, até porque, para alguns é muito mais “intere$$ante” valorizar àqueles que de alguma forma podem lhe trazer retorno financeiro, do que os moribundos da vida.

Nesta perspectiva ouso afirmar que Chico sempre será diferente de Francisco. Enquanto Chico é discriminado pela classe social, Francisco é honrado publicamente pelos seus “dotes bancários; enquanto Chico recebe migalhas eclesiásticas, Francisco participa de jantares nababescos; enquanto Chico é desprezado; Francisco é valorizado por sua inteligência e perspicácia.
Caro leitor por acaso você já se deu conta de que idéias pré-concebidas a respeito do outro, nos trazem problemas seriíssimos? Já percebeu que em virtude das agressões sociais que fazemos, muitos são obrigados a viverem definitivamente à margem da sociedade?
A igreja de Cristo tem por missão e obrigação lidar com Chico e Francisco de forma igualitária. Para tanto, torna-se indispensável que cultura, grana e posição social sejam relegados a segundo plano, até porque, em detrimento do pecado, tanto um quanto outro, necessitam desesperadamente da misericórdia de Deus.


Pense nissso!


Renato Vargens

Parábolas e Ensinamentos de Jesus

Uma parábola é uma história que usa situações da vida real para ensinar grandes verdades.


0 sermão do monte

  • Mateus 5-7; Lucas 6.20-49

As bem-aventuranças
  •  Mateus 5.3-11; Lucas 6.20-26

0 grande mandamento
  • Mateus 22.37-39; Marcos 12.29-31; Lucas 10.27

A regra de ouro
  • Mateus 7.12; Lucas 6.31

Parábola do grão de mostarda
  •  Mateus 13.3 1-32; Marcos 4.30-32; Lucas 13.18-19

Parábola do semeador
  •  Mateus 13.1-23; Marcos 4.1-20;Lucas 8.4-15

Parábola da semente
  •  Marcos 4.26-29

Algumas parábolas sobre o Reino dos céus
  •  Mateus 13.24-52

Parábola do credor incompassivo
  • Mateus 18.23-35

Parábola dos trabalhadores na vinha
  • Mateus 20.1-16

Parábola dos lavradores maus
  • Mateus 21.33-46; Marcos 12.1-11; Lucas 20.9-18

Parábola das bodas
  • Mateus 22.1-14; Lucas 14.15-24

Parábola das dez virgens
  • Mateus 25.1-13

Parábola dos talentos e a parábola das dez minas
  • Mateus 25.14-30; Lucas 19.11-27

Parábola do grande julgamento
  • Mateus 25.3 1-46

Parábola do bom samaritano
  • Lucas 10.25-37

Parábola do bom pastor
  • João 10.1-21

Parábola do rico insensato
  • Lucas 12.16-21

Parábola do servo vigilante
  • Lucas 12.35-48

Parábola da figueira estéri1
  • Lucas 13.6-9

Parábola da ovelha perdida Lucas 15.3-7;
  • Mateus 18.12-14

Parábola da dracma perdida
  • Lucas 15:8-10

Parábola do filho pródigo
  • Lucas 15:11-32

Parábola do administrador infiel
  •  Lucas 16:1-13

O rico e o mendigo
  • Lucas 16:19-31

Parábola do juiz iníquo
  • Lucas 18:1-8

Parábola do fariseu e o publicano
  • Lucas 18:9-14

PALAVRAS QUE ABENÇOAM E PALAVRAS QUE AMALDIÇOAM

A palavra é um maravilhoso instrumento de comunicação. Mais que isso: a palavra constrói mundos, constrói amizades, poemas e canções. É pela palavra que abençoamos as pessoas, os filhos e o nosso cônjuge.

Entretanto, a bíblia nos mostra que a palavra pode ser usada de forma inapropriada, fora de tempo, com raiva, e, ao invés de construir, ela destrói, ao invés de fortalecer laços ela separa e desune, ao invés de aproximar as pessoas, ela afasta. E quando deveria ser canal de benção ela pode ser fonte de maldição.
Vamos meditar em algumas advertências encontradas na bíblia acerca das palavras:
1o) Fale somente a verdade: "Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade..." (Ef. 4.25). Alguém disse certa vez que "os dentes podem ser postiços, mas a língua tem de ser verdadeira". E a grande vantagem de se falar a verdade é que você não precisa ficar preocupado em lembrar-se do que disse.
2o) Cuidado com o falar em excesso: "No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente" (Pv 10.19). É necessário haver um controle de nossas palavras. Não podemos sair por aí falando de tudo. A Bíblia diz que há momentos de falar e momento de ficar calado. Não banalize a palavra. Não fique falando, falando e falando a todo o momento, a toda hora, com seu filho, com seu cônjuge. Não fique procurando defeitos neles e nos outros. Não é pelo muito falar que os problemas se resolvem. Valorize o que as pessoas têm de bom.
3o) As palavras podem trazer vida, mas também podem trazer a morte: "A morte e a vida estão no poder da língua" (Pv 18.21). Palavras curam, palavras trazem alívio, trazem alegria, trazem novo ânimo, palavras agradáveis são como favo de mel (Pv 16.24). Mas as palavras também são poderosas armas usadas pelo inimigo para provocar as discórdias, as lutas, as separações. "A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Pv 15.1). O crente é chamado para falar de vida e não de morte, falar das virtudes do próximo e não de seus defeitos e através da palavra "confessar uns aos outros dos seus pecados" (Tg 5.16) para que sejamos curados.
4o) Não ceda ao impulso de falar, de responder, de reagir imediatamente. Busque a direção do Espírito: "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar (Tg 1.19). Nossa primeira reação diante de algo que nos ofendeu ou nos magoou é reagir imediatamente com palavras duras. É muito comum depois nos arrepender por não termos permanecido calados. A coisa é tão séria que a Bíblia chega a dizer que "maior é aquele que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade" (Pv 16.32). Mas não tem jeito: ou o Espírito nos domina ou seremos dominados pelo nosso gênio. E depois agüente as conseqüências.
Por isso, não fale nada que não edifique. Não fale nada pela carne. Não fale nada quando estiver com raiva. Não fale nada que você venha a se arrepender mais tarde. Não fale nada que diminua o seu irmão.
Não fale nada fora de hora. Faça como Abigail que esperou o marido ficar sóbrio para lhe contar o que fizera; fale na hora certa, no momento certo...
Não fale nada se não tiver algo a dizer. Saiba que a presença silenciosa de um irmão ao lado de quem sofre traz mais conforto que uma multidão de palavras.
Não fale qualquer coisa, não fale por falar. Se tiver de exortar ou corrigir, fale chorando, fale com dor, fale com amor, fale com temperança, mas não fale nada além do necessário.
Não banalize a palavra, seja comedido no falar, fale com sabedoria. Se você fala pouco e com discrição, vão lhe procurar para ouvi-lo. Se você fala muito, se você fica repetindo a todo momento sempre as mesmas coisas, você está banalizando a palavra. As pessoas vão te escutar, mas não vão te ouvir.
Deus criou o mundo pela palavra. As palavras têm poder: podem criar, mas também podem destruir. Quantos casamentos e quantas igrejas sofrem pelo nosso mau uso da palavra (e depois a culpa recai em Satanás). Palavra é para ser benção. Quando falar, fale só para abençoar.
A oração que fazemos a nosso Deus é: "Senhor, ensina-nos a falar somente o necessário, somente o que edifica somente o que traz vida. Que a nossa boca não seja ora uma fonte de benção, ora de maldição. Amém!"

Daniel Rocha

Pastor da Igreja Metodista em Itaberaba, e psicólogo

PLACEBOS ESPIRITUAIS


Há certos tipos de doenças que somente aquele médico sensível reconhecerá que não se resolve com remédio. Mas como o paciente por vezes não aceita sair do consultório sem levar consigo alguma receita, é hora, então, do doutor abrir a gaveta e dar-lhe um frasco de comprimidos cujo único componente básico é a inofensiva farinha de trigo, ou seja, um placebo.

Placebo vem do latim “placére” e significa “ser do agrado, prazeroso”. Placebos dão alívio momentâneo, ajudam a aplacar a dor e fazem a pessoa imaginar que está tudo bem.

Entretanto, há doenças instaladas no homem que carecem de um corretivo total e completo, e somente o Evangelho pode dar. Porém, esse remédio pode parecer por demais amargoso, e então, para amenizar os sintomas do mal-estar da alma, recorre-se a alguns artifícios: há o placebo-compras, placebo-noitadas, bebidas, drogas, sexo... que parecem fazer bem enquanto seus efeitos perduram.

Concordo que até mesmo a religião pode ser um placebo. E de fato é quando ela pretende anestesiar a consciência e retirar a pessoa da luta da vida, alterando o seu emocional nos instantes de culto, sem, entretanto dar-lhe respostas que tocam a totalidade de seu ser. Foi o que Marx observou quando disse que a “religião é o ópio do povo”. Ele estava correto na sua constatação. Não é justamente isso que acontece quando tantos se alienam num mundo de religiosidade, que ao invés de libertar, manieta?Quantos fazem da religião um lugar para verem atendidos seus objetos de desejo? Outros, por conta de suas crenças, se retiram do mundo e já não se consideram responsáveis por mais nada nesta terra. Marx tinha razão: para estes, religião é narcótico, é anestésico, é um opiáceo.

Mas isso não é o Evangelho de Cristo, que atinge o homem em suas estruturas e em suas entranhas de forma cabal, nem a bíblia é um placebo metafísico, nem o discípulo de Cristo é um resignado com a situação, nem igreja é lugar para se refugiar uma vez por semana e receber ali uma dose forte na veia para agüentar os outros seis dias. Evangelho não tira a pessoa do mundo, não doura a pílula, não esconde ninguém numa caverna. Jesus rejeitou peremptoriamente a proposta de Pedro para fazerem três tendas e habitarem todos no monte da transfiguração: “Pedro, você não sabe o que fala”. Ou seja: “Pedro, não é aqui em cima em meio à luz brilhante o nosso lugar: a nossa missão é lá embaixo, na escuridão, junto ao povo”.

Evangelho não é sessão espírita, não é busca de êxtases, nem conversa com anjos. Fé cristã não é rebaixamento da consciência, mas é libertação da mente e do espírito de todas as suas amarras, preconceitos e de todo conformismo. Os profetas de Deus foram todos eles contestadores do “status quo” – e pagaram caro por isso. Quando os apóstolos chegaram a Tessalônica, disseram deles: “estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (Atos 17.6).

Vivemos uma época de “teologia da caixinha de promessas”, onde não se lê a Palavra, não se busca vida nela, mas se toma uma drágea de versículo-placebo para passar o dia feliz. Multidões vão ao delírio quando pastores gritam do púlpito uma série de placebos-chavões. Afinal, é isso que querem ouvir. O mesmo vale para os eventos de massa do mundo musical gospel, que a julgar pela qualidade e conteúdo, ao invés de capacitar o cristão para a luta diária, acaba tornando-o sério candidato a uma lobotomia.

Estamos no mundo não para concordarmos com ele ou conformarmo-nos, mas para dizer que não aceitamos seus princípios, não engolimos suas mentiras, não cedemos aos seus encantos. Por isso que seguir a Cristo não é para pusilânimes, nem para quem busca conforto.

Nossa postura não é de quem está à vontade neste mundo, e nem como um antigo cântico retratava: “somos um povo alegre e mui feliz”. Na verdade, o cristão bíblico está mais para perplexo e não-conformado. Se considerarmos que tudo o que aí está expressa a vontade de Deus, então eu deveria apoiar e não lutar contra isto.

Por mais confortadores que sejam os placebos espirituais, não é possível viver de forma madura somente se alimentando deles. Jesus Cristo é o choque de realidade que todos precisamos levar. Não é com esse evangelho água-com-açúcar que vamos chegar a algum lugar.

Igreja é mero placebo para quem vai como distração, para quem toca seu instrumento sem coração, para quem ora sem paixão e para quem Deus é só mais um objeto de adoração.

Cuidado!

Daniel Rocha, Pastor da Igreja Metodista, e psicólogo


SÍNDROME DE BURNOUT: O ESGOTAMENTO DA ALMA


“Porque nós também somos fracos Nele, mas viveremos com Ele,
para vós outros pelo poder de Deus” (2Co 13.4b)

Talvez você nunca tenha ouvido falar da Síndrome de Burnout, mas caso exerça liderança na igreja, seja como pastor (a), diácono, professor, ou é um educador (a), assistente social, enfermeiro (a), ou se sua profissão ou vocação é cuidar de pessoas, mantendo com elas um contato próximo, saiba que você é um potencial candidato de, mais cedo ou mais tarde, vir a desenvolver alguns sintomas da síndrome.
O termo “Burnout” vem de burn (queima) e out (exterior), é uma expressão idiomática para designar “aquilo que deixou de funcionar, estragou”, mostrando que a pessoa entrou em “combustão” física e emocional, resultado de um estresse ocupacional. As primeiras observações dessa síndrome vêm dos meados da década de 70 quando pesquisadores passaram a notar o desgaste, a irritação e a afetação do humor dos profissionais da área da saúde.
Todos aqueles de quem se espera direcionamento, solução de problemas, respostas e ajuda, tornam-se suscetíveis a desenvolver tal síndrome. Às vezes a pessoa atinge um grau tão devastador de cansaço físico e emocional, que a leva a uma total desmotivação (“não posso mais”) e desinteresse (“não quero mais”). É quase uma desistência dos ideais que outrora abraçou e defendeu. É o esgotamento da alma, um cansaço que nenhum fim de semana consegue resolver ou amenizar.
Alguns sintomas psicossomáticos podem surgir, tais como enxaquecas, insônia, hipertensão e gastrite. No comportamento, incapacidade de relaxar e irritabilidade. Emocionalmente há um distanciamento afetivo, dificuldade de concentração, apatia, hostilidade e sarcasmo. Passa a ter uma conduta negativa em relação aos alunos, clientes, colegas de trabalho, e na vida igreja, em relação aos irmãos e também à instituição religiosa. Embora não seja propriamente um problema de origem espiritual, é inegável que afeta o espírito e o relacionamento com Deus.
É interessante notar que inúmeros personagens bíblicos também desenvolveram reações negativas justamente a partir do adoecimento de suas relações interpessoais. Moisés quase desfaleceu ao lidar com o povo, a ponto de seu sogro intervir para salvá-lo daquela situação; Elias teve um esgotamento, Jeremias um incompreendido até por seus familiares próximos e amigos tornou-se sorumbático crônico, Paulo mortificava seu corpo para atender os reclamos de uma igreja exigente e ingrata.
Não somos melhores que eles, ao contrário, compartilhamos das mesmas fraquezas (Tg 5.17). Não somos “super-crentes”, nem estamos imunes às doenças da alma. Perceber-se doente não é vergonha ou demérito. Aliás, Paulo ensina: “se tenho de gloriar-me é somente no que diz respeito à minha fraqueza” (2Co 11.30).
O perigo é não reconhecer-se doente e ignorar os sinais que vão se manifestando ao longo do tempo. Embora, a princípio seja um problema relacionado à atividade profissional/vocacional é inegável que seus efeitos destrutivos atingirão as outras áreas da vida. Pastores não conscientes de estarem enfrentando essa exaustão que consome e esgota a alma, tentam procurar culpados por sua inadequação pessoal, e líderes cansados projetam na congregação seus “verdugos” atormentadores, que na verdade não estão fora, mas dentro deles mesmo. O resultado é cinismo, distanciamento, linguajar duro, ironia, e uma indisfarçável desesperança.
Duma certa forma, as frustrações ao longo do caminho, o não-reconhecimento, excessiva pressão externa e uma exagerada cobrança interna – perfeccionismo – aliados à incapacidade de perceber os próprios limites, podem abrir as portas para o início de uma síndrome.
Por outro lado, a humildade em perceber-se doente e um espírito flexível capaz de permitir-se mudar nas posturas inadequadas, são ingredientes básicos para não se deixar cair e ficar prostrado. E é claro, manter uma fé inabalável Naquele que por ser Senhor de tudo, pode até mesmo transformar essa fraqueza em glória. Procure ajuda, e não fique remoendo sozinho suas dores: a família agradece e o deserto encurta.

Pr. Daniel Rocha

domingo, 24 de outubro de 2010

Boletim Médico das últimas horas de Jesus Cristo

Leia atentamente:


Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês, o médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção."
01. Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Produz-se em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
04. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
05. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.
Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope?
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!
Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.
A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.
Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais se esvaziar. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.
Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa.
Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
E morre.
Ele fez tudo isso por amor a você!
E você, o que faz por ele?!?
Abraços,